Windows Vista? Não, obrigado.

25 03 2007

vista.jpgAssim que o Windows Vista foi lançado, resolvi instalá-lo no meu PC pessoal, já que meu computador atendia as recomendações de hardware deste sistema operacional. No entanto, resolvi manter o bom e velho Windows XP, caso houvesse algum problema. A instalação do Vista ocorreu sem problemas, o dual-boot ficou funcionando perfeitamente, e nunca mais entrei no XP. A princípio, o Vista rodou perfeitamente, com um desempenho bom, sem travamentos ou quedas de desempenho. A maioria dos meus programas funcionou normalmente, e todos os periféricos foram instalados corretamente (a exceção ficou por conta de uma webcam, que eu nem usava).

Fiquei então, com um sistema operacional novo, bonito, moderno, estável, e que atendia a todos os meus requisitos. O que mais eu poderia querer? Passou-se mais de uma semana, e eu ainda continuava satisfeito com o Vista. Resolvi, então, a fazer a migração no notebook, mesmo sabendo que o desempenho não poderia me agradar (devido à placa de vídeo, on-board). Ignorei este pequeno contratempo, e fui adiante. Formatei o HD, e instalei somente o Vista.

Ao contrário do que eu esperava, não houve lentidões, instabilidades, nem qualquer problema. (Em tempo: a interface Aero não foi ativada, mas não vi nenhum grande problema nisso). Os dispositivos foram reconhecidos e instalados, e tudo funcionou perfeitamente bem.

No entanto, há alguns dias, o desempenho do Vista no computador desktop começou a cair; os programas demoravam a abrir, havia pequenos congelamentos na abertura ou funcionamento dos programas, o uso do processador ficava entre 70 a 100% durante a maior parte do tempo, e a quantidade de memória RAM consumida estava entre 1 e 1,2GB. Para mim, que deixo muitos programas abertos ao mesmo tempo, a situação tornou-se cansativa. Fiz um check-up completo no sistema, e o problema não foi resolvido.

Ontem, em um pequeno acesso de raiva, resolvi voltar para o Windows XP – que continuava instalado. Para a minha surpresa, o desempenho estava excelente. Tudo abria rapidamente, sem congelamentos, e o processador ficou “desafogado”. Apenas tive que atualizar os programas de segurança, e entrar no Windows Update (afinal, foram quase dois meses sem entrar no XP). Bastante satisfeito, defini este sistema operacional como primário, e estou usando-o durante a maior parte do tempo. A migração de programas e arquivos não foi problema, pois a maioria dos meus aplicativos são on-line, e poucos arquivos são salvos no meu computador (um dia escrevo sobre este assunto neste blog).

O laptop? Bem, este é um caso à parte. Ainda não sei o que farei, visto que o desempenho do Vista continua normal, mas mesmo assim, quando tiver tempo, vou formatá-lo e colocar o Windows XP (novamente). Esta experiência me fez decidir: só vou migrar definitivamente para o Vista daqui a algum tempo, quando ele já estiver consolidado no mercado (e eu trocar de computador).





Apple: marketing e divulgação gratuita

11 03 2007

apple_logo.jpgO iPhone, celular da grife Apple ainda nem foi lançado, mas já gerou cerca de $400 milhões em publicidade gratuita desde o anúncio do produto, feito no início deste ano. Outro fato curioso é que enquanto as maiores empresas de tecnologia se faziam presentes na CES, a Apple (sozinha), conseguiu desviar grande parte da atenção da imprensa para a MacWorld Expo, onde foi anunciado o iPhone.

Como uma empresa, com pouco mais de 3% de participação no mercado de computadores, atrai tamanha atenção do mundo com apenas o anúncio de um único aparelho? Simples: muita estratégia e habilidade da equipe de marketing.

Aproveitando o assunto, elaborei a “cartilha de marketing” da Apple:

1. Crie produtos inovadores: parece simples, mas a obsessão da Apple em relação ao design e a inovação traz atenção para a empresa. Esta primeira lei se fez presente em muitos lançamentos anteriores, onde a Apple reformulou produtos antigos, criando dispositivos simples, bonitos e eficientes. O rol de produtos que seguem esta norma básica é grande: iPod, Mac Mini, iPhone, e vários outros.

O iPod não foi o primeiro MP3 player, mas uniu simplicidade, beleza e facilidade de uso em um único produto, o que deixou a concorrência em um patamar bastante inferior. A combinação fez tanto sucesso que mesmo hoje o iPod domina o mercado de tocadores digitais de músicas, e várias versões do produto já foram lançadas.

O Mac Mini não foi pioneiro na área de computação pessoal, mas foi o primeiro computador a unir o monitor ao gabinete, ser compacto, bonito e ter um sistema operacional simples de usar, mas ao mesmo tempo poderoso, eficiente e personalizável.

O iPhone também não é totalmente inovador, visto que outros celulares possuem até mais recursos do que o celular da Apple. No entanto, nenhum outro aparelho uniu beleza, recursos, qualidade e tamanho reduzido, características marcantes, que são o diferencial do iPhone.

2 – Seja simples: todos os produtos da Apple possuem uma característica em comum: simplesmente funcionam. Não é necessário conhecimentos avançados para fazer um equipamento funcionar e não preciso configurar dezenas de opções antes de começar a utilizar um dispositivo. No entanto, isso não diminui a quantidade de recursos disponíveis, e o usuário que deseja fazer ajustes minuciosos do produto, pode fazê-lo normalmente, sem grandes complicações.

3 – Não tenha medo do inimigo: dizem que a melhor defesa é o ataque, e a Apple conhece bem esta expressão. A empresa sempre desafia diretamente ou indiretamente os concorrentes, mostrando a superioridade de seus produtos. Uma ótima demonstração desta regra ocorreu durante o lançamento do Windows Vista, onde a Apple sugeriu que os usuários migrassem para o Mac OS X, em vez de adquirirem o sistema operacional da Microsoft. No anúncio, a empresa citou, de forma descontraída, as principais vantagens do Mac sobre o Windows, sem criticar o sistema rival.

4 – Exponha os produtos na mídia: cerca de metade dos computadores exibidos em filmes, seriados ou programas televisivos, são da Apple. Como o design destes é singular, o espectador identifica claramente o produto. Aproveitando o efeito Halo, onde o consumidor associa o produto a marca, cria-se uma imagem idealizada positiva da marca, que estimula a aquisição de produtos da Apple.

5 – Surpreenda: constantemente, somos surpreendidos por algum lançamento da Apple. O iPhone, por exemplo, já era esperado, mas mesmo assim a Apple não divulgou quase nenhum detalhe sobre o produto, estimulando os apple-fans a fazerem especulações e iniciarem longas e calorosas discussões pela internet, o que se traduz em propaganda gratuita para a Apple. Mesmo com toda a especulação, a empresa surpreendeu com o anúncio e demonstrações do celular, aumentando (novamente) a aparição da Apple na mídia, sobretudo na internet.

6 – Crie um vínculo com o consumidor: a grande maioria dos discursos da Apple é proferida pelo próprio Steve Jobs, o que cria uma forte ligação entre o público e o interlocutor, e aumenta ainda mais a excitação do momento. Steve também tem a habilidade de atrair a atenção dos presentes, o que deixa a apresentação descontraída e produtiva.

Todos estes aspectos geram uma grande presença gratuita na mídia, a qual chega a ser maior do que a paga. Mesmo com preços bastante um pouco mais elevados, a Apple consegue manter uma boa imagem perante aos consumidores, ao contrário do que acontece com outras corporações, gerando um “mito” em torno empresa. E tudo isso graças à brilhante estratégia de marketing.

Parte do texto foi baseada em uma matéria do jornal americano USA Today.








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